Alice Raikes acaba de tomar um trem na estação de King`s Cross, na capital inglesa. Seu destino é Edimburgo, aonde vai encontrar as irmãs.
Assim que desembarca, ela presencia uma estranha cena, algo que a deixa perplexa, como se olhasse no espelho e não reconhecesse o próprio rosto. Desesperada, diz adeus à família e sobe no trem de volta ao ponto de partida.
Algumas horas mais tarde, as irmãs recebem um breve telefonema: Alice está em coma, vítima de um atropelamento.
O que – ou quem – Alice viu na capital escocesa que a fez voltar tão depressa? Houve mesmo um acidente ou ela tentou se matar? O que a família, em vigília ao lado de sua cama, tem a esconder?
À medida que o tempo transcorre, os segredos e as angústias dos Raikes vêm à tona. No asséptico ambiente hospitalar, Alice experimenta diferentes níveis de consciência, ouvindo conversas à sua volta e resgatando as lembranças de um amor que partiu.
O jeito como a historia é narrada me fascinou. A principio achei que poderia ser um pouco confusa, por não ser contada em ordem cronológica, mas a autora desenvolve o texto de uma forma muito clara. O final foi inesperado e aberto. A vida da protagonista é narrada desde a infância o que explica todos os conflitos e mágoas familiares.
Fiquei encantada com John e Elspeth, para mim, eles são os que mais transmitem humanidade na historia. Durante a leitura eu ficava me perguntando se era possível realmente existir um amor assim, tão grande, que é capaz de consumir uma vida quase por completo quando se ausenta.
Enfim é um livro sobre ganhos e perdas. Simples assim.
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